CARTOGRAFIA SOCIAL FAMILIAR COMO FERRAMENTA DE REPARAÇÃO APÓS O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE FUNDÃO EM MARIANA/MG

  • Gabriel Mateus Silva Leite
  • Monique Sanches Marques
  • Laís Jabace Maia
Palavras-chave: extração mineral, reparação de danos, comunidades atingidas

Resumo

O modelo de extração mineral vigente gera impactos severos às comunidades atingidas, como poluição, mortes e violações de direitos. O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG, em 2015, despejou 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Doce, comprometendo a natureza e territórios. Este artigo questiona o modelo minerário neoliberal e analisa as consequências territoriais desse desastre-crime. A pesquisa examina o cadastramento realizado pela Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, assessoria técnica independente, com foco na etapa da Cartografia Social Familiar. A partir de referências acadêmicas, relatórios técnicos, matérias jornalísticas e grupo focal, discute-se criticamente a construção e aplicação dessa metodologia, seus desafios e potencial para o processo de reparação. Conclui-se que a cartografia social familiar constitui uma alternativa metodológica de produção e representação do território, fortalecendo a participação das comunidades atingidas e contribuindo para formas mais democráticas de reparação e reconstrução territorial no contexto do Capitaloceno.

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Publicado
2026-10-15
Como Citar
MATEUS SILVA LEITE, G.; SANCHES MARQUES, M.; JABACE MAIA, L. CARTOGRAFIA SOCIAL FAMILIAR COMO FERRAMENTA DE REPARAÇÃO APÓS O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE FUNDÃO EM MARIANA/MG. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 38, p. 164-185, 15 out. 2026.