COMO PROTEGER A CAPACIDADE DE CONTAR OUTRAS HISTÓRIAS DE PAISAGEM?

Contranarrativas além do desenvolvimento e da ruína

  • Gabriel Schvarsberg
  • Glaucineide do Nascimento Coelho
Palavras-chave: histórias de paisagem, colonialismo, tragédias socioambientai, Região Serrana do Rio de Janeiro

Resumo

O ensaio discute a produção das paisagens a partir da dimensão narrativa. Reconhecendo uma política que define quais histórias ganham visibilidade e quais são silenciadas, o texto indaga sobre autoridade, seleção e apagamento nas narrativas de conservação, situando aí um desafio epistemológico às histórias de paisagem: revisar criticamente a herança moderna da paisagem e engajar a Universidade em alianças com práticas socioambientais territorializadas. A partir de três experiências de pesquisa e extensão, o ensaio sugere pistas para proteger a capacidade de contar outras histórias de paisagem baseadas na “centralidade dos praticantes”, no “pensar pelo meio” e no cultivo de “tecnologias de envolvimento”. Ao atentar para a dimensão colonial e para a feitiçaria capitalista que moldam o imaginário ocidental, argumentase pela necessidade de ecologias situadas, capazes de descolonizar o futuro e compor modos de vida enredados nos territórios, abrindo respostas aos impasses contemporâneos para além do desenvolvimento e da ruína.

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Publicado
2026-10-15
Como Citar
SCHVARSBERG, G.; DO NASCIMENTO COELHO, G. COMO PROTEGER A CAPACIDADE DE CONTAR OUTRAS HISTÓRIAS DE PAISAGEM? Contranarrativas além do desenvolvimento e da ruína. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 38, p. 186-201, 15 out. 2026.