Objeto pra cachorro
Cultura material e cães nas terras baixas sul-americanas
Resumo
Nossos animais de estimação – os hoje chamados pets – vivem atualmente cercados por uma pletora de objetos cada vez mais impressionante, impulsionada por um mercado que cresce e diversifica opções, dando origem a uma pujante cultura material muito específica, e que se autonomiza de modo acelerado em relação aos objetos com os mesmos fins para usos humanos. Supõe-se, a partir daí, que tratamos os pets com grande cuidado, carinho e preocupação, além de elevadas somas de dinheiro. Ao contrário, os cachorros entre os povos indígenas nas terras baixas sul-americanas são geralmente descritos como pobres animais: abandonados, maltratados, sujos, doentes, esquálidos e famélicos. Aos “cachorros de aldeia” não se oferece qualquer atenção especial, frequentemente nem mesmo alimento. Nesse cenário, seria plausível supor que não existiria nenhum objeto ou sistema de objetos associados a esses tristes caninos. Todavia, verifica-se uma rica cultura material associada aos cães nos mundos ameríndios – artefatos que mediam as relações entre humanos e cachorros, no que podemos denominar de materialidades da familiarização – que é ainda virtualmente desconhecida. Neste artigo discuto alguns desses artefatos, e o que eles podem nos dizer sobre modos ameríndios de relação com o cão.
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