Corporalidades humano-equinas e disputas atuais sobre filosofias e técnicas de doma
Resumo
A cultura equestre milenar recorre, em diversos momentos, à metáfora do centauro, tropo chave que indica como muitas sociedades desejam pensar este encontro interespécie singular. Nas culturas equestres modernas, a muito prezada meta e chave, qual seja, “sentir-se um/a” com seu cavalo (‘estar em plena harmonia com’), parece invocar, de maneira mais domesticada, essa antiga metáfora de fusão. Por outro lado, nas últimas décadas, têm crescido demandas e reivindicações perante as culturas equestres, de sensibilizar-se em relação aos muitos elementos menos idealizáveis das práticas e culturas equestres. Desde as perspectivas mais ‘reformistas’ que atacam métodos de doma e equitação tradicionais por suas tecnologias de dominação e crueldade, passando pela atual ‘terapização’ da relação humano-equina, e até as posições que rejeitam todo e qualquer uso humano do equino, emergem novos discursos e práticas. O presente texto se insere nesta problemática, através de um objeto delimitado: as configurações e disputas atuais em torno de métodos de doma no Brasil.
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