Pastores Belga de Malinois e a busca pelo cão policial moderno: entre novas práticas e velhas controvérsias
Resumo
Este artigo tem como objetivo debater os efeitos da modernização da polícia sobre as corporalidades dos cães policiais. Os dados foram coletados etnograficamente em canis policiais do Distrito Federal. O debate sobre a modernização das polícias, orientado pelas categorias de eficiência, eficácia e produtividade, tem levado a mudanças nas estruturas, nos recursos e nas práticas destas instituições, inclusive em suas unidades de policiamento com cães.
Na busca pelo cão mais eficiente, os Pastores Belga de Malinois se tornaram referência nos canis policiais do Brasil. Os cães desta raça ocuparam o espaço antes consagrado para Pastores Alemães, Rottweilers e Dobermanns. Este processo de modernização reforça o paradoxo típico dos animais de trabalho, e do qual o cão policial não é exceção, que é o duplo posicionamento enquanto sujeito e objeto. A partir da seleção das raças, da reprodução controlada e da seleção genética, os canis policiais buscam preencher seus plantéis com os cães supostamente mais eficientes. Os dados também apontam para uma redução da biodiversidade doméstica nos canis policiais e nas redes de agentes e instituições que, de alguma maneira, estão interligadas ao seu trabalho, como criadores particulares, kennel clubs e treinadores.
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