AS TRABALHADORAS DOMÉSTICAS NO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO: O QUARTO DE EMPREGADAS COMO EXPRESSÃO DAS IDIOSSINCRASIAS DAS CIDADES BRASILEIRAS

Luísa Sopas Rocha Brandão

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo discutir a inserção das trabalhadoras assalariadas domésticas no processo de urbanização do Brasil. Debate ainda, como a presença resiliente da dependência de empregadas no programa arquitetônico das residências urbanas é uma expressão das particularidades contidas nas cidades brasileiras. Para tanto, a partir de revisão bibliográfica e análise iconográfica de plantas de residências em diferentes períodos da história, este artigo se propõe a: colocar em paralelo os distintos marcos da urbanização brasileira e as mudanças das leis que regulamentaram historicamente a profissão de doméstica; refletir sobre as sociabilidades vivenciadas pelas domésticas no contexto das cidades; analisar o quarto de empregadas enquanto elemento gerador de relações de trabalho e práticas sociais particulares. Conclui-se que o trabalho assalariado doméstico, e o quarto de empregadas (sua expressão espacial/arquitetônica), são uma chave de leitura do processo de urbanização brasileiro, na medida em que revelam idiossincrasias da reprodução da força de trabalho no país, a exemplo do fornecimento de moradia e alimentação como salário indireto, e dos discursos formulados para encobrir a exploração das mulheres que constituem a categoria profissional em estudo.

Palavras-chave: quarto de empregadas, trabalho doméstico, urbanização brasileira.


Texto completo:

104-123


DOI: https://doi.org/10.15210/pixo.v3i9.17458

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