UMA PROFESSORA POMERANA: Waiand’s Huus e desafios para a educação popular

Claudete Beise Ulrich, Edineia Koeler, Erineu Foerste

Resumo


O artigo discute questões da cultura do Povo Tradicional Pomerano (Decreto 6.040/2007), partindo de uma problemática básica: Como a Waiand’s Huus, articulada à atuação de uma professora pomerana, constitui-se enquanto desafio coletivo para a Educação Popular? A metodologia trabalhou abordagens qualitativas (FLICK, 2011; FICHTNER et al, 2013). Debates sobre memória (BOSI, 1994), comunidade (BUBER, 1987), Educação Popular (FREIRE, 2008 e 2013) contribuíram para uma breve contextualização do objeto de estudo, pela qual se destacam processos de criação de uma casa alternativa de memória pomerana na comunidade de Alto Santa Maria: a Waiand’s Huus. Próximo de 100% da população da região fala o pomerano como língua materna. Pode-se afirmar que a constituição teórico-prática da vida de uma professora pomerana, na relação com sua comunidade, impulsiona debates sobre culturas e saberes do Povo Tradicional Pomerano, com fortalecimento de lutas coletivas por direitos sociais. A dialética professora-comunidade-casa de memória alternativa, portanto, favorece processos educativos que fundamentam não somente problematização da escola tradicional, mas também estimulam valorização dos saberes e culturas invisibilizados no currículo oficial.


Palavras-chave


Cultura pomerana; casa de memória; educação popular.

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v5i2.13329

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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