Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade: “eu posso com mais alguém”

Heloisa Afonso Ariano

Resumo


A Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, um agregado de festas religiosas católicas celebradas na fronteira Oeste de Mato Grosso – Brasil – por uma coletividade de afro-brasileiros, atua como um operador do qual as famílias lançam mão para constituírem seus laços de parentesco. Esse é um processo que os festeiros designam “experimentar” a família por meio da festa, e assim, produzirem sua “união”. A casa é o ponto focal da relacionalidade produzida por circulações a pé, que desenham no traçado urbano a “configuração de casas”, responsável por organizar a festa. Este trabalho pretende expor a dinâmica festiva, que aciona práticas em que o abrir das portas remete a uma disposição de diálogo entre a família e a coletividade. Concomitantemente, a família produz, por meio da festa, a individuação de seus membros. A Festança estabelece narrativas paralelas, que associam problemáticas de gênero, etnicidade e grupos etários entrelaçadas. Desta forma, é na experiência vivida, em toda sua sensorialidade, que os festeiros de Vila Bela acreditam que podem testar e incorporar valores religiosos.

Palavras-chave


casa; família; relacionalidade; religiosidade popular

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v6i1.13369

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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