CULTIVANDO RESISTÊNCIA: cuidado e proteção frente aos riscos nas práticas de uma chazeira quilombola

Dirce Cristina de Christo

Resumo


Este trabalho parte de uma pesquisa etnográfica realizada na comunidade quilombola Umbu, entre os anos de 2015 e 2018. A partir de uma contextualização da comunidade, com enfoque na experiência das mulheres, surge a percepção do risco como fator presente no cotidiano. Através da articulação de estratégias de proteção, as mulheres do quilombo criam resistências aos perigos que rondam a comunidade, relacionados às muitas formas que assume o projeto colonizador. O aprofundamento desse olhar sobre as práticas de uma chazeira da comunidade permite perceber tais estratégias em sua relação com as plantas medicinais, onde há também risco, envolvendo a legitimidade de seu saber não-hegemônico. O corpo surge, então, como lugar de produção da resistência, através da memória e da oralidade, assim como o território ao redor da casa, onde as plantas medicinais são protegidas pela escolha de sua localização, da qual elas também participam.


Palavras-chave


mulheres quilombolas; resistência; plantas medicinais; oralidade; cuidado.

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v6i2.13370

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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