POR UMA ETNOGRAFIA MULTISSENSORIAL

Alexsânder Nakaóka Elias

Resumo


O presente artigo é fruto das minhas interlocuções com a comunidade Honmon Butsuryu-shu, escola do Budismo japonês presente no Brasil desde 1908. A partir da minha posição de “fotógrafo-antropólogo”, procurei obliterar um possível dualismo entre sujeito e objeto no momento de trazer para o texto etnográfico as experiências por mim vivenciadas. Neste sentido, o trabalho também busca tensionar uma questão instigante, que diz respeito ao domínio do verbal na escrita antropológica, a partir de algumas experimentações multissensoriais desenvolvidas no âmbito do meu doutoramento em Antropologia Social na Unicamp (2018), a saber: dois cadernos/capítulos visuais; um glossário verbo-visual; a capa da tese; um QR code; além de capítulos verbo-visuais, nos quais textos, narrativas verbais dos interlocutores e imagens fotográficas atuam conjuntamente para explicitar e dar a ver as experiências de campo. Dessa forma, ao partir de conceitos potentes como “experimentação”, “invenção” (WAGNER, 1975) e “montagem” (EISENSTEIN, 1926, 1942 e WARBURG, 1929), a intenção aqui é a de ponderar sobre as possíveis relações entre o formalismo/estrutura e o conteúdo do “texto” e do saber etnográfico.


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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v7i2.16155

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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