Estudos de dinâmica populacional, ancestralidade genética e saúde em comunidades quilombolas: relato de uma experiência

Kelly Nunes, Lilian Kimura, Carolina Carvalho Gontijo, Ana Carolina Arcanjo, Regina Mingroni-Netto, Silviene Fabiana De Oliveira

Resumo


A população brasileira é fruto de uma intensa e complexa miscigenação entre indígenas americanos, europeus e africanos. Apesar desse processo, ainda hoje encontramos em todo o país populações isoladas ou semi-isoladas, exemplos das quais são os remanescentes de quilombos. Eles estão presentes em todas as regiões brasileiras e preservam uma riqueza sociocultural e genética inestimável. Aqui, reunimos parte dos resultados obtidos em pesquisas sobre remanescentes de quilombos, de forma independente, pelos grupos de pesquisa dos Laboratórios de Genética Humana das Universidades de Brasília e de São Paulo. Ao concatenarmos dados genéticos, demográficos e de saúde buscamos construir uma visão ampla sobre quilombos de diferentes regiões, no que se refere a dinâmica populacional, ancestralidade genética e doenças como anemia falciforme e hipertensão. Esperamos trazer à tona a importância e a necessidade de que pesquisas com povos tradicionais sejam integradas e multidisciplinares. Essa integração favorecerá não apenas a comunicação entre pesquisadores em antropologia biológica e cultural, mas também permitirá a construção de panoramas mais completos para nortear a elaboração de políticas públicas de saúde que atendam as demandas dessas comunidades.


Palavras-chave


Quilombos, ancestralidade, saúde pública, trabalho de campo, genética

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v8i2.18396

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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