A pandemia e o setor supermercadista: uma reflexão

Leonardo José Ostronoff

Resumo


Os supermercados são um dos locais que permanecem abertos durante a pandemia do COVID 19, pois são considerados essenciais. Os seus funcionários continuam exercendo seu trabalho, sendo expostos a um maior risco de contágio do que aqueles que podem permanecer em suas casas. Ora, se os supermercados são considerados, pelos governos do mundo todo, uma atividade essencial durante a crise do COVID 19, não seria também igualmente importante o trabalho feito por seus funcionários? Ao contrário, eles são considerados pelas empresas suspeitos em potencial, podendo a qualquer momento furtarem ou roubarem, estando sempre “a um passo do delito”. Esse artigo traz a discussão dos trabalhadores de supermercados enquanto parte dos invisíveis, mais precisamente, de um setor deles que está dentro do universo do trabalho e que permanece em atividade durante a pandemia, ficando exposto a um maior risco de contágio. A invisibilidade dos trabalhadores de supermercados teria dois fatores: 1) o tipo de trabalho que executam; 2) o dispositivo de prevenção de perdas, justamente a novidade apresentada por esse artigo.


Palavras-chave


Supermercados; risco; dispositivo

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v8i0.18907

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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