PLANTAS EXÓTICAS, POPULAÇÕES NATIVAS: HUMANOS E NÃO HUMANOS NA PAISAGEM DE UMA UC DE PROTEÇÃO INTEGRAL

Annelise Caetano Fraga Fernandez, Rogério Ribeiro de Oliveira, Marcia Cristina de Oliveira Dias

Resumo


O presente artigo descreve a paisagem agrícola e florestal de uma  unidade de conservação de proteção integral -  o Parque Estadual da Pedra Branca-,  levando em conta as disputas territoriais que se estabelecem entre espaços de produção e de conservação da natureza.  Nossa intenção é fornecer novos referenciais de interpretação da paisagem a partir de princípios socioambientais e da agrobiodiversidade que resgatam o papel do manejo humano sobre a natureza, na domesticação de plantas e animais e para a produção de variedade das espécies. O reconhecimento dos processos de co-evolução das sociedades humanas com o meio natural nos oferece um convite à colaboração interdisciplinar e a superação de fronteiras antes rigidamente estabelecidas entre as ciências naturais e as ciências humanas. Permite também a construção de um plano mais horizontal de relacionamento entre a produção do conhecimento científico aquele produzido pelas populações locais. Defendemos que embora existam critérios objetivos para a classificação de humanos e não humanos que podem ou não permanecer em UCs, em ambos os casos, princípios jurídicos e ecológicos devem considerar a historicidade da paisagem, assim como valores, práticas e conhecimentos locais que "tornam nativos" plantas, homens e animais.


Palavras-chave


paisagem; humanos e não humanos; populações nativas; populações tradicionais; unidades de conservação; conflitos socioambientais

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DOI: http://dx.doi.org/10.15210/tes.v3i1.5554

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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