Delírio (Wahn) e Ilusão (Illusion): a im(possibilidade) da felicidade sob o véu de Māyā em Schopenhauer
Resumo
Schopenhauer aponta inúmeras vezes que a felicidade é uma ilusão, concepção que ocupa lugar central em suas reflexões metafísicas e epistemológicas. Ao negar que a vida tenha por finalidade a felicidade, o filósofo alemão evidencia tanto o caráter contraditório dessa crença quanto o paradoxo entre a vontade de viver e a inevitabilidade do sofrimento. Para ele, a ilusão da felicidade é vista como um elemento que sustenta a existência e que se vincula ao próprio modo de apreensão do mundo como representação. Nesse contexto, o conceito indiano de Māyā é incorporado por Schopenhauer para elucidar o caráter enganoso do mundo como representação e da própria felicidade. A presente pesquisa tem por objetivo examinar a função de Māyā no pensamento schopenhaueriano, buscando compreender de que forma essa ilusão opera as experiências humanas e em que medida o sofrimento pode, assim como a felicidade, ser concebido como uma ilusão.
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