Usos e abusos do termo “pessimismo” em Filosofia: considerações preliminares para uma proposta de distinção
Resumo
O artigo problematiza os usos abusivos do termo “pessimismo” na esfera da Filosofia como reflexo de usos banalizados do senso comum. Para tanto, debate sobre em que medida, para qualificá-lo como substantivo, o adjetivo “filosófico” precisaria ser empregado como sinônimo de “crítico” em sentido amplo, sem filiação prévia a escolas específicas, como à da teoria crítica. Essa medida permitira uma diferenciação elementar em relação a pessimismos “acríticos” como mera referência a estado de ânimo, a espírito de época, e de cunho estritamente subjetivo. Premissas basilares de Schopenhauer – assumido como primeiro pensador da modernidade a construir um sistema filosófico de pessimismo como crítica (a) do sofrimento e (b) do otimismo como visão falsificada desse mesmo mundo – são postas em debate para uma proposta de distinção de três categorias de empregos do termo: (1º) usos crítico-filosóficos stricto sensu, (2º) usos crítico-filosóficos lato sensu e (3º) usos acríticos.
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