BRAÇO MORTO

Rastros do arroio Santa Bárbara em Pelotas/RS

  • Valentina de Farias Betemps da Silva
  • Lívia Marques Boyle
  • Daniela Vieira Goularte
Palavras-chave: cartografia, saúde planetária, caminhografia urbana, rastrodetecção, Arroio Santa Bárbara

Resumo

 

O presente trabalho trata de uma experimentação cartográfica na cidade de Pelotas-RS, realizada sob a ótica da saúde planetária, e direcionada a um curso d’água aterrado na década de 1960, na região histórica da cidade: o arroio Santa Bárbara. Essa cartografia busca um olhar crítico em relação à urbanização que parte do desmembramento de cursos hídricos, em prol de uma malha urbana que segue a marcha do Capitaloceno, e reflete acerca das consequências sociais, ecológicas, memoriais e até ontológicas da supressão/deslocamento de corpos d’água. A partir do método-instrumento da caminhografia urbana, criou-se um registro de rastrodetecção desse corpo hídrico apagado da malha pelotense. Por fim, reflete-se acerca das controvérsias que cercam o processo, e de que modo a rastrodetecção pode contribuir como uma prática que permita atentar para a crise socioambiental presente no espaço urbano, e leva a pensar em planejamentos alternativos para futuros possíveis.

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Publicado
2026-07-29
Como Citar
DE FARIAS BETEMPS DA SILVA, V.; MARQUES BOYLE, L.; GOULARTE, D. BRAÇO MORTO: Rastros do arroio Santa Bárbara em Pelotas/RS. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 37, p. 274-293, 29 jul. 2026.