A CONTRAPAISAGEM DOS ENTES E VIVENTES

Por uma metodologia Anti-Paisagística

  • Jadyson Arthur da Silva
  • Ana Beatriz P. R. do Rêgo
  • Clarice Marina S. Maceno
  • João Felipe P. Cavalcante
Palavras-chave: paisagismo contracolonial, práticas insurgentes, saberes ancestrais

Resumo

A produção e o ensino da paisagem nas escolas de arquitetura e urbanismo brasileiras permanecem enraizados na lógica colonial, que separa humano e natureza e legitima apenas o arquiteto como produtor autorizado do espaço. Essa perspectiva eurocentrada marginaliza saberes ancestrais e desqualifica a atuação de povos originários e seres mais-que-humanos na conformação da paisagem, contribuindo para a degradação ambiental e crises que caracterizam o Capitaloceno. Objetivamos problematizar a colonialidade do paisagismo, articulando reflexões teóricas com práticas comunitárias e baseadas na natureza que evidenciam alternativas para a produção paisagística. Utiliza-se da revisão de literatura, visita de campo e análise de experiências coletivas para apontar diferentes caminhos metodológicos para o ensino e prática paisagística contemporânea. Como resultado, formulamos bases para epistemologias confluentes, capazes de evidenciar humanos e não-humanos como co-criadores da paisagem, fortalecendo cosmopercepções ancestrais e práticas insurgentes no enfrentamento da crise urbana e ambiental, configurando assim, o que entenderemos por contrapaisagem.

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Publicado
2026-07-29
Como Citar
ARTHUR DA SILVA, J.; P. R. DO RÊGO, A. B.; S. MACENO, C. M.; P. CAVALCANTE, J. F. A CONTRAPAISAGEM DOS ENTES E VIVENTES: Por uma metodologia Anti-Paisagística. PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v. 10, n. 37, p. 170-185, 29 jul. 2026.