COMIDAS DE RAIZ: a retomada da cultura quilombola no Seridó (Brasil)

Julie Antoinette Cavignac, Maria Isabel Dantas, Danycelle Pereira da Silva

Resumo


No Seridó potiguar, mulheres são conhecidas por suas habilidades culinárias e são contratadas para cozinhar e preparar os doces consumidos em ocasiões especiais e festivas. Ao cozinhar, as mestras expressam sua marca e identidade, trazendo o conhecimento de seus ancestrais. Nas últimas décadas e apesar das transformações ocorridas na zona rural, algumas ¨cozinheiras de festas¨ se profissionalizaram e o sertão conheceu um processo de patrimonialização: os antigos locais de produção (sítios, fazendas, fábricas de algodão), as manifestações culturais e as festas religiosas atraem uma população urbana à procura das suas origens culturais e de uma cultura “autêntica”. Assim, a comida e as cozinheiras continuam ocupando um lugar central na redescoberta de uma ¨cultura de raiz¨ e de um passado colonial. Propomos aqui entender como o passado se revela nas práticas alimentares e como acontecem os processos de patrimonialização da cultura sertaneja, a partir de exemplos etnográficos coletados durante a pesquisa sobre as práticas alimentares e as cozinheiras negras no Seridó potiguar.


Palavras-chave


saberes e práticas alimentares; patrimonialização; Seridó Potiguar.

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DOI: https://doi.org/10.15210/tes.v3i2.5962

 

TESSITURAS | Revista de Antropologia e Arqueologia

Programa de Pós-Graduação em Antropologia  | Universidade Federal de Pelotas

 

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