Museologia de memórias traumáticas: a experiência brasileira e as memórias da ditadura

  • Ana Paula Brito
  • Letícia Julião

Resumo

  A preservação das memórias traumáticas da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) tem suas primeiras ações ainda durante o período repressivo, com mobilizações de preservação de documentos, como o projeto Brasil Nunca Mais. Mas foi na democracia que as iniciativas de memorialização e patrimonialização ocuparam as vias públicas e foram paulatinamente sendo ressignificadas. Nesse processo, observa-se uma demanda crescente da contribuição da Museologia brasileira em benefício da ampliação do uso do passado dessas memórias traumáticas no presente. Sob esse prisma, a partir da análise da produção do conhecimento acadêmico brasileiro elaborado no campo da Museologia e de áreas congêneres, entre os anos 2014 e 2020, e de um mapeamento dos sítios de Memória e Consciência no Brasil dedicados à Ditadura, propõe-se a discussão sobre uma nova vertente de estudos museológicos: a Museologia de memórias traumáticas.

Biografia do Autor

Ana Paula Brito
Coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisadores de Sítios de Memória e Consciência (REBRAPESC) e assessora do Memorial das Ligas e Lutas Camponesas. Doutora em História, Mestra em Museologia.  Mestra em Memória Social e Patrimônio Cultural e licenciada em História
Letícia Julião
Professora da UFMG atuando no curso de graduação de Museologia/Escola de Ciência da Informação e nos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação/UFMG, Promestre/UFMG e Museologia e Patrimônio/UFRGS. Doutora em História. Mestra em Ciência Política. Bacharel e licenciada em História.
Publicado
2023-07-15