Memórias sobre o trabalho infantil em cidades do agreste paraibano e pernambucano da década de 1950 até a década de 1970
Resumo
O artigo objetivou analisar as narrativas de adultos, que trabalharam em ofícios diversos no campo e nas franjas de cidades do agreste paraibano e pernambucano entre as décadas de 1950 e 1970. A partir de aportes teóricos da História, da Sociologia/Antropologia, buscou-se avaliar essas diversas relações exploratórias sobre crianças e adolescentes, apesar de normas jurídicas e das representações da Justiça do Trabalho. Utilizou-se uma bibliografia específica sobre trabalho infantil e realizamos cruzamentos com fontes orais para dinamizar os estudos sobre a temática em questão. Concluiu-se, que algumas dessas modalidades de trabalho remanescem do período escravista, cuja permanência no tempo presente reflete os limites da legislação ante as tensões entre os costumes e as leis.