Do Descoberto a Porangatu:

a construção da memória, a invenção da cidade e sua patrimonialização

  • Max Lanio Martins Pina Universidade Estadual de Goiás (UEG)
  • Maria Juliana de Freitas Almeida Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Resumo

Este artigo analisa os processos históricos, sociais e culturais que moldaram a identidade da cidade de Porangatu, desde seu surgimento como povoado aurífero denominado Descoberto até sua configuração moderna. A investigação examina as narrativas produzidas por diferentes agentes históricos e a patrimonialização de bens materiais e imateriais, compreendidos como lugares de memória. A hipótese central considera Porangatu um campo de disputas mnemônicas, no qual grupos sociais competem pelo poder de definir e mobilizar o passado. A pesquisa qualitativa baseia-se na análise de fontes primárias e secundárias, destacando os impactos da modernização urbana, das narrativas identitárias e das tensões patrimoniais. Conclui-se que a memória coletiva da cidade é continuamente construída, desconstruída e negociada, refletindo disputas simbólicas e projetos políticos diversos.

 

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Biografia do Autor

Maria Juliana de Freitas Almeida, Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Doutora em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Docente adjunto da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa e Ensino de História (LAPEHIS/UEG). Professora efetiva da Secretaria Municipal de Educação de Porangatu, atualmente desenvolvendo Assessoria Pedagógica em História. E-mail: maria.almeida@ueg.br

Publicado
2026-01-28