Do Descoberto a Porangatu:
a construção da memória, a invenção da cidade e sua patrimonialização
Resumo
Este artigo analisa os processos históricos, sociais e culturais que moldaram a identidade da cidade de Porangatu, desde seu surgimento como povoado aurífero denominado Descoberto até sua configuração moderna. A investigação examina as narrativas produzidas por diferentes agentes históricos e a patrimonialização de bens materiais e imateriais, compreendidos como lugares de memória. A hipótese central considera Porangatu um campo de disputas mnemônicas, no qual grupos sociais competem pelo poder de definir e mobilizar o passado. A pesquisa qualitativa baseia-se na análise de fontes primárias e secundárias, destacando os impactos da modernização urbana, das narrativas identitárias e das tensões patrimoniais. Conclui-se que a memória coletiva da cidade é continuamente construída, desconstruída e negociada, refletindo disputas simbólicas e projetos políticos diversos.