Dissidências esculpidas no mármore

efeitos contemporâneos da supressão e impressão da memória na arte monumental

  • Eduardo da Silva Rocha UFPel

Resumo

Investigando algumas das condições de permanência da arte monumental na contemporaneidade, este artigo pondera os contornos recentes das discussões sobre o patrimônio edificado a partir da disputa acerca da remoção de um memorial ao general estadunidense Robert Edward Lee em Charlottesville, Virgínia. Instalando uma indagação na fissura entre a objetividade material do patrimônio e a sua subjetividade social, a pesquisa realizada através de análise histórico-documental reconstrói um dado recorte do percurso jurídico-administrativo do caso, conjugando a decisão da Suprema Corte a respeito do destino final do monumento ao papel do ativismo digital nesse processo. Em conclusão, são discutidos exemplares de subversão estética contramonumental, originados do percurso de ressignificação do memorial ao militar, viabilizando o reconhecimento de relevos patrimoniais da memória social cujo revisionismo tem se intensificado no ritmo das últimas globalizações, ocasionando disputas político-identitárias que inviabilizam a fixação prolongada de certos significados históricos.

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Biografia do Autor

Eduardo da Silva Rocha, UFPel

Pesquisador beneficiário do Programa de Pós-Doutorado Nota 10 (PDR-10) da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Doutorado em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Estudo financiado pela FAPERJ (Processo SEI 260003/001180/2025).

Publicado
2026-07-30