MESMO QUE CAPITU TENHA TRAÍDO DOM CASMURRO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ROTEIRO DE PAULO EMÍLIO SALES GOMES E LYGIA FAGUNDES TELLES E O ROMANCE DE MACHADO DE ASSIS
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Resumo
Este artigo é o resultado de uma análise comparativa entre o roteiro cinematográfico Capitu (1967), de Paulo Emílio Sales Gomes e Lygia Fagundes Telles, e o romance Dom Casmurro (1900), de Machado de Assis. Considerando o roteiro como uma primeira adaptação, a referida análise visou contestar a ideia de fidelidade e a consequente desvalorização das adaptações cinematográficas. Para tanto, partiu-se da secular relação entre cinema e literatura, mais estritamente das diferenças e semelhanças entre os textos literário e cinematográfico, enfocando as características de dois elementos ficcionais – narrador e personagem – e as estratégias utilizadas por ambos os sistemas no processo de configuração desses elementos. Ilustraram-se acréscimos feitos no roteiro, discutiu-se a função do narrador-protagonista do romance e as estratégias utilizadas no roteiro para sua representação e refletiu-se acerca das escolhas feitas pelos roteiristas para a elaboração de Capitu. Concluiu-se que os roteiristas adicionaram elementos que inexistem no texto literário com a finalidade de adaptar o romance aos limites do texto cinematográfico, mas sem deixar de apontar para o texto machadiano. Quanto à narração, foi constatado que a focalização recai no protagonista Bentinho, o qual é perseguido pelo roteiro – que mostra o que ele vê e como vê. Essas alterações configuram escolhas dos roteiristas, as quais foram feitas durante o processo de escrita do roteiro para melhor moldar o texto literário de Machado de Assis a outro texto: o cinematográfico
Palavras-chave: Literatura; cinema; adaptação; roteiro
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