PARANÁ AO RÉS-DO-CHÃO: DISJUNÇÃO E ISOLAMENTO NA CRÔNICA E IMPRENSA PARANAENSE

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Francisco Camolezi

Resumo

A partir das premissas e perspectivas da teoria da disjunção (Bueno, 2019), o presente trabalho contrapõe a análise de quatro crônicas publicadas na imprensa paranaense à proposta de formação do Paraná de Wilson Martins, exposta no livro Paraná, um Brasil diferente (1989), que defende que, por conta da ausência de mão de obra escrava, indígena e migração portuguesa, o Paraná se constituiu como território separado da identidade brasileira, ligado às tradições, culturas e sociedades europeias. Mesmo diante de uma historiografia que desbanca as conclusões do livro de Wilson Martins, sua teoria apresenta uma certa sobrevivência no projeto urbano e discurso político regional. Nesse sentido, a análise das crônicas ilustra um Paraná que guarda em seus registros literários e jornalísticos a história de fluxos migratórios e espaços de disputas étnicas complexas que mais o aproxima do que o isola do restante do país.


 

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Como Citar
Camolezi, F. (2026). PARANÁ AO RÉS-DO-CHÃO: DISJUNÇÃO E ISOLAMENTO NA CRÔNICA E IMPRENSA PARANAENSE. Caderno De Letras, 1(51), 215-225. https://doi.org/10.15210/cdl.v1i51.30214
Seção
Dossiê
Biografia do Autor

Francisco Camolezi, Universidade Federal do Paraná - UFPR

Jornalista pela Universidade Federal do Paraná. Mestrando em Estudos Literários no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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