A Constituição em rito romano

elementos sacros e fundamentos do poder político na Constituição portuguesa de 1822 e na Constituição brasileira de 1824

  • Alfredo de J. Flores Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Fábio Fidélis de Oliveira Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN)

Resumo

Neste trabalho é analisado o campo das ideias políticas juntamente aos elementos religiosos presentes no contexto da Constituição portuguesa de 1822 e da Constituição brasileira de 1824. Tal objetivo é buscado, primeiramente, nas noções de sustentação destes textos constitucionais e, em seguida, nas possíveis correlações entre os ritos religiosos relacionados aos contextos constitucionais (cerimoniais de aclamação, sagração e coroação) e a significação política que poderiam manifestar. Em Portugal, havia o acento liberal expresso no rígido controle exercido junto à disciplina constitucional do papel dos Bragança; contudo, configuravam-se interessantes simbologias no próprio texto constitucional, como no caso da “Santíssima Trindade” evocada em seu preâmbulo. No Brasil, a figura do Imperador corresponderia aos ditames divinos pela subordinação através da unção, colocando-se, ao mesmo tempo, como militar defensor da ordem constitucional. Entretanto, encarnaria uma função de mediação superior que, em certa medida, vincula-se com a outorga da Constituição de 1824.

Palavras-chave: Constituição. Poder político. Simbologia. Sacralidade.

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Biografia do Autor

Alfredo de J. Flores, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Doutor em Direito e Filosofia pela Universitat de València (Espanha, 2004). Professor Titular de Metodologia Jurídica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, ingresso em 2007). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGDir-UFRGS, 2007). Sócio efetivo, Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul (IARGS, 2006). Membro, Instituto Brasileiro de História do Direito (IBHD, 2013). Membro correspondente, Instituto de Investigaciones de Historia del Derecho (IIHD, Argentina, 2014). Membro, Associação Nacional de História, Seção Rio Grande do Sul (ANPUH-RS, 2015). Membro efetivo, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS, 2016). Associado, Asociación de Historiadores Latinoamericanistas Europeos (AHILA, 2017). Membro, American Society for Legal History (ASLH, 2018). Associado, Asociación Argentina de Filosofía del Derecho (AAFD, 2019). Membro efetivo, Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB, 2019). Membro, Société de Législation Comparée, Section Amérique Latine (SLC, 2019). Sócio, Sociedade Brasileira para o Estudo da Filosofia Medieval (SBEFM, 2019). Sócio efetivo, Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN, 2020). Membro correspondente, Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP, 2021). Sócio, Sociedade Brasileira de Retórica (SBR, 2021). Sócio, Organización Iberoamericana de Retórica (OIR, 2021). Associado, Asociación Latinoamericana de Retórica (ALR, 2021). Membro, European Society for Comparative Legal History (ESCLH, 2022). Associado, Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC, 2022). Membro correspondente (RS), Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB, 2023). Associado, Associação Brasileira de Filosofia do Direito e Sociologia do Direito (ABRAFI, 2024). Associado, Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos (SEO, 2024). Pesquisador nas áreas de Direito, Filosofia e História, com ênfase especial em Teoria e História do Direito, atuando principalmente nos seguintes temas: história do direito, metodologia jurídica, história da ciência jurídica, filosofia do direito, linguagem jurídica, retórica jurídica. Pág.: < https://ufrgs.academia.edu/AlfredoFlores >; < https://www.researchgate.net/profile/Alfredo_Flores4 >.

Fábio Fidélis de Oliveira, Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN)

Professor do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN). Doutor em Direito pela Universidade de Lisboa. Mestre em Sociologia e Especialista em Direito Público pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Publicado
2025-12-31