Entre marca e fabulação

arte, memória e disputa dos regimes de patrimonialização nas práticas de Rosana Paulino e Denilson Baniwa

  • Flávio Morgado PPGH-UERJ
  • Eduardo Ferraz Felippe UERJ

Resumo

Este artigo investiga as relações entre arte, memória e patrimonialização na produção contemporânea brasileira, propondo o conceito de “arquivo insurgente” como chave de leitura para práticas que tensionam os regimes de visibilidade do passado. A partir de uma articulação entre Jacques Derrida e Jacques Rancière, o texto compreende o arquivo não como repositório, mas como dispositivo de regulação do sensível. Em diálogo com Hal Foster e Achille Mbembe, argumenta-se que determinadas práticas artísticas não apenas mobilizam arquivos, mas intervêm em suas condições de legibilidade. A análise das obras de Rosana Paulino e Denilson Baniwa evidencia dois modos de operação: a reinscrição da memória como marca e a fabulação como deslocamento crítico dos regimes de patrimonialização. Sustenta-se, assim, que tais práticas não restauram o passado, mas o reconfiguram como campo de disputa.

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Biografia do Autor

Flávio Morgado, PPGH-UERJ

Doutorando em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGH/UERJ). Bolsista
FAPERJ. Atualmente, realiza estágio de pesquisa na Alemanha, na Universidade Católica de Eichstätt
Ingolstadt (KU Eichstätt-Ingolstadt), como bolsista do Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no
Exterior (PDSE/CAPES).

Eduardo Ferraz Felippe, UERJ

Professor Associado da UERJ. Membro Permanente do PPGARTES/ UERJ e PPGH/ UERJ. Autor de romances, ensaios e livros de poesia.

Publicado
2026-07-30