Transformações sociais na modernidade tardia e a nova abordagem das políticas sociais

a concepção de risco como instrumento de governamentalidade

  • Jimena González Ruiz Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Modernização reflexiva, Risco, Políticas sociais, Atores sociais, Desenvolvimento rural

Resumo

Este artigo analisa as transformações sociais provocadas pelo advento da modernidade tardia. Oferece uma revisão crítica da teoria da modernização reflexiva, enfatizando como a noção de risco passou a orientar o desenvolvimento de políticas sociais direcionadas que emergiram na década de 1990, após o colapso do Estado de bem-estar social. As ideias de individualização e a necessidade de uma repolitização da sociedade "de baixo para cima" tornaram-se o fundamento teórico para as reformas das políticas sociais nesse novo contexto. Defendemos a ideia de que essas mudanças, em vez de simplesmente criar uma ampla rede de bem-estar social, estão relacionadas a uma nova arte de governança. Examinaremos as mudanças resultantes da imposição dessa nova concepção nas práticas dos assistentes sociais. Ao mesmo tempo, analisaremos brevemente a política uruguaia de desenvolvimento rural voltada para os produtores familiares, materializada essencialmente no Programa Rural Uruguaio (PUR), implementado pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas do Uruguai (MGAP).

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Biografia do Autor

Jimena González Ruiz, Universidade Federal de Pelotas

Licenciada en Sociologia por la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de la República (UDELAR), Uruguay. Mestranda em Ciências Sociais pelo Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Brasil.

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Publicado
2013-05-10
Como Citar
Ruiz, J. G. (2013). Transformações sociais na modernidade tardia e a nova abordagem das políticas sociais: a concepção de risco como instrumento de governamentalidade. Perspectivas Sociais, 2(01), 28-43. https://doi.org/10.15210/rps.v0i1.2135
Seção
Artigos