D’a seriedade humana de brincar à imaginação do ator em formação

considerações antropológicas sobre jogo e corpo em uma escola de teatro em Niterói (RJ)

Palavras-chave: Etnografia, Teatro, Jogar, Corpo

Resumo

Com base na díade “trabalho-lazer”, eixo amplamente verificável no interior do universo teatral, dou ênfase à rotina dos jogos e brincadeiras, assim como suas funcionalidades pedagógicas para o ator em formação. Resultado de uma experiência etnográfica de um ano, iniciada em uma escola de teatro de Niterói (RJ) em fevereiro de 2021 e encerrado em fevereiro de 2022, este estudo busca rascunhar algumas considerações antropológicas sumárias sobre os vetores do jogo, da imaginação e do corpo dentro da arena teatral. Algumas categorias nativas (como, não ter medo de se expor ao ridículo e travado) se juntam à ambientação da sala de aula e à obrigatoriedade por um “uniforme” escolar preto fornecendo o lócus privilegiado para se observar que tipo de corpo se está formando nesses espaços, um corpo apto à imaginação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

João Pedro de Oliveira Medeiros, Universidade Federal Fluminense

Bacharel em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente, é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES, Brasil) do mestrado acadêmico no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da mesma universidade.

Referências

RIÈS, Philippe. Pequena Contribuição à história dos jogos e brincadeiras. In: História social da criança e da Família. 2.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018.

BECKER, Howard. Outsiders: estudos de sociologia do desvio. 1.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

BOURDIEU, Pierre. Meditações Pascalianas. Rio De Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

BOURDIEU, Pierre. Notas provisórias sobre a percepção social do corpo. Pro-Posições, v. 25, n. 1 (73), p.247-256, jan./abr, 2014.

CAMPBELL. Colin. A ética romântica e o espírito do consumismo moderno. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.

DAWSEY, John; MOLLER, Regina; MONTEIRO, Marianna. [et. al.]. Antropologia e performance: ensaios na pedra. São Paulo: Terceiro nome, 2013.

GOFFMAN, Erving. A representação do Eu na vida cotidiana. 20. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

LAMBEK, Michael. Cuerpo y mente en la mente, cuerpo y mente en el cuerpo. In: CITRO, S. (coord.) Cuerpos plurales. Buenos Aires: Biblos, 2010.

LIGIÉRO, Zeca. (Org). Performance e Antropologia de Richard Schechner. Rio de Janeiro: Maud X, 2012.

MACHADO, Bernardo. Uma história da intrincada relação entre Antropologia e Teatro. ANAIS: 32ª Reunião Brasileira de Antropologia. 2020a.

MACHADO, Bernardo. O interesse do antropólogo: notas metodológicas sobre pesquisas em teatro. Cadernos do Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. [SYN]THESIS, Rio de Janeiro, v. 13, n. 3, p. 08-17, set./dez, 2020b.

PEIRANO, Mariza. “Temas ou teorias? O estatuto das noções de ritual e de performance”. Campos 7(2):9-16, 2006.

SCHECHNER, Richard. Ritual. In: Performance e Antropologia de Richard Schechner. Zeca Ligiéro (Org). Rio de Janeiro: Maud X, 2012.

TURNER, Victor. Do ritual ao teatro: a seriedade humana de brincar. Rio de Janeiro: UFRJ: 2015.

Publicado
2022-07-26
Como Citar
Medeiros, J. P. de O. (2022). D’a seriedade humana de brincar à imaginação do ator em formação: considerações antropológicas sobre jogo e corpo em uma escola de teatro em Niterói (RJ). Perspectivas Sociais, 8(01), 209-226. https://doi.org/10.15210/rps.v8i01.22551