Dossiê "Do antigo ao medieval, Dos usos e abusos: novos caminhos, novas reflexões" abre chamada para recebimento de artigos.
A repercussão em torno de A Odisseia (2026), de Christopher Nolan, e a proliferação de memes medievais em campanhas políticas recentes são apenas dois exemplos de como o passado antigo e medieval permanece notavelmente presente na atualidade. Da cultura popular ao discurso político, imagens e ideias sobre esses períodos são constantemente reproduzidas, reinterpretadas e contestadas. Longe de se restringirem ao debate acadêmico, a Antiguidade e a Idade Média continuam a fornecer linguagens através das quais as sociedades contemporâneas imaginam a si mesmas e aos outros.
Refletir sobre os mundos antigo e medieval é, portanto, talvez mais necessário do que nunca. Seu estudo confronta não apenas os usos e abusos do passado, mas também as tentativas de deslegitimar esses campos por meio de acusações de eurocentrismo inerente ou alegações de que tais debates são desnecessários em lugares como o Brasil, pois "esse passado não nos pertence". Mas será que a questão central é realmente o pertencimento? Ou deveríamos, em vez disso, perguntar como as interpretações da Antiguidade e da Idade Média circulam em nosso cotidiano, particularmente por meio das redes sociais, da política e da cultura popular?
Este dossiê, "Da Antiguidade à Idade Média, dos Usos aos Abusos: Novos Caminhos, Novas Reflexões", busca contribuições que reconsiderem nossa abordagem a esses campos e explorem novas possibilidades para o estudo de seu lugar no mundo contemporâneo. Encorajamos particularmente trabalhos que desafiem as fronteiras, os métodos e as suposições estabelecidas no estudo da Antiguidade e da Idade Média. O dossiê acolhe contribuições sobre a recepção, os usos, os abusos, as representações e as interpretações dos períodos antigo e medieval, bem como estudos sobre suas historiografias.
Convidamos a todos para que enviem seus textos e colaborem com este próximo dossiê.
Prazo para envio de artigos é 26/10/2026.
Editoras do Dossiê: Daniele Gallindo-Gonçalves e Luiz Felipe Anchieta Guerra









