A quem pertence o Círio de Nazaré? As narrativas do Museu do Círio em Belém (Pará)
Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar as narrativas sobre o Círio de Nazaré construídas a partir do Museu do Círio em Belém do Pará, problematizando suas relações com a história oficial e a marginalização de vozes populares. A metodologia consiste em uma análise crítica do espaço no qual está a exposição denominada “Encontros”, com base em pesquisa bibliográfica e documental. A investigação permitiu caracterizar três eixos centrais neste trabalho: 1) a relação do museu com a narrativa da história oficial do Círio; 2) a leitura decolonial da exposição “O Círio Negro de Jacques Huber”; e 3) a limitação na representação de manifestações populares, como o Auto do Círio e a Festa da Chiquita. Conclui-se que o museu, ao priorizar uma perspectiva sacra e oficial, silencia a pluralidade de sujeitos que constituem a festa, necessitando adotar práticas museológicas decoloniais para se tornar um espaço de representatividade e diálogo.
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