Tempo e experiência:

articulações (im)possiveis para/na Educação Infantil

Resumo

Iniciado pela ideia de um “tempo-quando” proposto por Manoel de Barros, o texto, costurado pela poética do autor, coloca sob suspeita as lógicas subjacentes aos significantes tempo e experiência, inquirindo políticas curriculares como forma de escamotear políticas e práticas homogeneizadoras. Resistir à tirania do tempo e das definições prévias de experiência faz-nos questionar a BNCC como documento curricular que se impõe como caminho salvífico para uma educação de qualidade ao evocar um tempo linear e literal que dialogue com experiências linearmente e literalmente organizadas e predefinidas. Noutra direção, clama por um currículo como produção cultural que se dá em meio às relações e que, como tal, se abre para caminhos (im)possíveis, (im)previsíveis que acontecem no cotidiano da Educação Infantil. Em meio a esse debate, traz à cena uma experiência vivida com crianças de cinco anos em uma escola de Educação Infantil como possibilidade de fazer reverberar reflexões que coloquem sob suspeita um currículo que se constitui à priori. Em seus provisórios encaminhamentos, elucida perspectivas que desloquem o currículo da lógica de fechamento, irrompendo como caminho para contrapor-se à ideia de falta, incompletude, inacabamento, projetando um lugar outro para as crianças e para suas experiências.

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Biografia do Autor

Rita de Cássia Prazeres Frangella, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Doutora em Educação pelo ProPEd/UERJ. Professora Titular da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd. Cientista do Nosso Estado/FAPERJ, Procientista/UERJ, bolsista de Produtividade do CNPq. Coordenadora do GRPesq Currículo, Formação e Educação em Direitos Humanos (GECDH). Presidente da Associação Brasileira de Currículo no biênio 2019/2021. Áreas de interesse: Currículo, Políticas Curriculares, Formação, Infância, Alfabetização, Educação Infantil.

Maria Clara Camões Santiago, Colégio Pedro II

Pós-doutoranda em Educação pelo ProPEd/UERJ. Doutora em Educação pelo ProPEd/UERJ. Professora de Educação Infantil do Colégio Pedro II e professora de Psicologia da Educação das Licenciaturas Integradas do Colégio Pedro II. Pesquisadora do GRPesq Currículo, Formação e Educação em Direitos Humanos (GECDH), coordenadora do Núcleo de Estudos, Experiências e Infâncias (Nupei) no Colégio Pedro II. Áreas de interesse: Currículo, Educação Infantil

Rosalva de Cássia Rita Drummond, Universidade Estácio de Sá - UNESA

Doutora em Educação pelo ProPEd/UERJ. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá – PPGE/UNESA e dos cursos Graduação em Pedagogia e demais licenciaturas. Pesquisadora do GRPesq Currículo, Formação e Educação em Direitos Humanos (GECDH). Áreas de interesse: Currículo, Educação Infantil, Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Formação de Professores.

Referências

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Publicado
2026-03-10
Como Citar
Prazeres Frangella, R. de C., Camões Santiago, M. C., & Drummond, R. de C. R. (2026). Tempo e experiência:: articulações (im)possiveis para/na Educação Infantil. Cadernos De Educação, (70). https://doi.org/10.46848/25291
Seção
Artigos