Fascismo, redes sociais e educação
Resumo
Em consonância com a caracterização feita por Umberto Eco, este artigo assume a definição de fascismo como um modo de ver o mundo que recusa os avanços da modernidade e impede o desenvolvimento da sensibilidade estética. Assume também a metáfora proposta por John McDermott, segundo a qual o fascismo é como um vírus: pode permanecer latente por longo tempo, aguardando o momento certo para destruir as instituições democráticas, situação que tem acontecido em anos recentes. A primeira parte do artigo analisará as redes sociais como o meio mais eficaz para a propagação do vírus do fascismo, tornando os indivíduos incapazes de ter sensibilidade estética. A segunda parte assumirá que esse problema só pode ser combatido por uma educação humanista, tal como se encontra na filosofia educacional de John Dewey. Para efetivar esse combate, faz-se necessário reunir conceitos adequados a este fim, razão pela qual o artigo buscará o auxílio das concepções morais e éticas do Círculo de Bakhtin.
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