Uma narrativa-cartografia (auto)biográfica de viver a educação-pesquisa em meio ao caos amazonense
Resumo
Este artigo, inspirado na escrita de Georges Perec e sustentado pela filosofia da diferença de Deleuze e Guattari, apresenta uma narrativa-cartografia (auto)biográfica construída no contexto da docência-pesquisa de mestrado na Amazônia. O objetivo é investigar como processos formativos e inventivos emergem da prática docente quando esta se configura como escrileitura, tradução e transcriação. A metodologia adota a narrativa-cartografia (auto)biográfica como procedimento imanente, acompanhando movimentos, sensações, encontros e afetos que atravessam a experiência de Avelina, heterônimo que condensa vivências-devires da autora. A pesquisa reúne registros em diários, fragmentos narrativos, interações pedagógicas e referências filosóficas, compondo um campo de experimentação ético-estético-político. Os resultados indicam que a narrativa-cartografia (auto)biográfica potencializa a invenção de si e do mundo, ressignificando o currículo e a prática docente no/pelo/com [o] contexto amazônico. Conclui-se que a articulação entre docência e pesquisa, orientada pela filosofia da diferença, constitui um ato criador capaz de instaurar mundos possíveis e resistir às forças normativas.
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