História Local e Patrimônio Cultural:

memórias e narrativas (auto)biográficas na formação de professores

Resumo

O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as potencialidades das histórias de vida como patrimônios comuns da humanidade, tomando como fonte de análise os memoriais reflexivos produzidos por professores de Mantenópolis. Esses memoriais são compreendidos como bens culturais, capazes de inscrever narrativas individuais e coletivas no campo do Patrimônio Cultural. Metodologicamente, o trabalho se ancora no pensamento de Bloch (2001), ao considerar os memoriais como fontes históricas, e nas contribuições de Josso (2004; 2006; 2007), ao destacar a escrita de si como prática reflexiva e formativa. A análise foi realizada a partir da leitura e categorização das narrativas, com ênfase em dois eixos temáticos: (a) a infância como patrimônio e (b) as relações com elementos e práticas culturais locais. Os resultados evidenciam que as histórias de vida mobilizadas nos memoriais possibilitaram não apenas a valorização de memórias afetivas e culturais, mas também a ressignificação das concepções de patrimônio cultural dos participantes. Conclui-se que a metodologia da escrita (auto)biográfica constitui um recurso potente para a formação docente, por estimular a autocrítica, a elaboração de novos saberes e a integração entre experiências pessoais e o campo teórico do Patrimônio Cultural. Assim, as narrativas revelam-se não apenas registros individuais, mas patrimônios coletivos que contribuem para a valorização da cultura local.

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Biografia do Autor

Miriã Lucia Luiz, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Graduada em Pedagogia (2004) e História (2009), mestrado (2010) e doutorado (2015) em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. É membro do Núcleo Capixaba de Pesquisa em História da Educação (NUCAPHE) e coordena o grupo de pesquisa Memórias, Narrativas e Histórias das/nas escolas capixabas: diálogos na formação de professores. É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo, na linha de Educação, Formação Humana e Políticas Públicas. Atua nas áreas de História da Educação, Ensino de História e Formação e prática de professores.

Bruna Mozini Subtil, Instituto Federal do Espírito Santo - IFES

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Humanidades pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Graduada em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Esdra Erlacher, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Mestra e graduada em História pela Ufes. Integrante do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (Leir/seção ES).

 

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Publicado
2026-09-24
Como Citar
Luiz, M. L., Subtil, B. M., & Erlacher, E. (2026). História Local e Patrimônio Cultural:: memórias e narrativas (auto)biográficas na formação de professores . Cadernos De Educação, (70). https://doi.org/10.15210/caduc.vi70.29938
Seção
Dossiê: NARRATIVAS (AUTO)BIOGRÁFICAS EM PROCESSOS FORMATIVOS