Do batidão à marginalização:
o funk na fronteira do preconceito e da construção de identidades juvenis no processo educacional
Resumo
O presente trabalho busca dialogar de forma memorial a minha trajetória na educação básica e como ela se relaciona com o apagamento do funk, um estilo que embora tão importante e representativo para os(as) jovens, ainda sofre uma grande criminalização, principalmente por parte das escolas. Em minha pesquisa busco em que contexto se dá a criminalização e o porquê de ocorrer esse preconceito nesses mais de 40 anos da chegada do funk no Brasil, problematizando a forma que essas questões se apresentam no cotidiano escolar, principalmente por conta do racismo estrutural presente em nossa sociedade. Dessa forma, neste trabalho procuro mostrar os elementos de resistência e transgressão que apontam para a transformação social da população preta no Brasil. Defendo também a importância das manifestações da cultura corporal marginalizadas em espaços educacionais, especialmente nas universidades, no qual tive a oportunidade de conhecer o funk de maneira formalizada e reconheci sua relevância no contexto educativo.
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