Extensão em Geociências e a Dialética do Território: Da Fragmentação Técnica à Práxis Emancipatória

  • Diogo Gabriel Sperandio Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Resumo

A extensão universitária no Brasil vivencia um momento estratégico de reconfiguração, impulsionada pela exigência legal da curricularização. No entanto, em campos de forte tradição técnica como as Geociências, as práticas extensionistas frequentemente ainda operam sob lógicas difusionistas e fragmentadas, tratando o território meramente como substrato físico ou palco de aplicação de conhecimentos. Este artigo propõe uma reflexão teórica sobre os fundamentos epistemológicos da extensão em Geociências, com o objetivo de subsidiar a superação de abordagens tecnocráticas em direção a uma práxis emancipatória. Discute-se a necessidade de transcender a transferência vertical de conhecimento. O estudo argumenta que o fazer extensionista deve compreender o território como "espaço usado", multidimensional e permeado por relações de poder e simbolismo, rejeitando a neutralidade científica que ignora os saberes locais. Conclui-se que a extensão em Geociências deve se consolidar como um espaço de diálogo horizontal e escuta ativa, articulando os processos físico-ambientais às dinâmicas sociais para a construção de uma universidade socialmente referenciada e transformadora

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Publicado
2026-08-09
Como Citar
SPERANDIO, D. G. Extensão em Geociências e a Dialética do Território: Da Fragmentação Técnica à Práxis Emancipatória. Expressa Extensão, v. 31, n. 01, p. e310110, 9 ago. 2026.