Sítio Arqueológico Chácara Rosane e as práticas de Educação Patrimonial, em São Luís, Maranhão
Resumo
Este artigo tem como objetivo discutir as atividades de Educação Patrimonial desenvolvidas no Sítio Arqueológico Chácara Rosane, localizado na Ilha de São Luís. A pesquisa é estruturada em duas etapas interconectadas: a primeira analisa o processo histórico de ocupação da Ilha, incluindo as ocupações sambaquieiras e os indivíduos identificados no sítio; a segunda apresenta a metodologia aplicada nas atividades de extroversão do conhecimento, destacando o público alcançado e a importância dessas ações para a divulgação da Arqueologia. Constatou-se uma significativa lacuna no conhecimento sobre o patrimônio local e o processo de ocupação da Ilha de São Luís, evidenciando a necessidade imediata de desenvolver meios curriculares e institucionais que promovam a socialização do conhecimento arqueológico.
Downloads
Referências
BANDEIRA, Arkley Marques. Ocupações humanas pré-coloniais na Ilha de São Luís – MA: inserção dos sítios arqueológicos na paisagem, cronologia e cultura material cerâmica. Tese (Doutorado) – Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
BANDEIRA, Iris Celeste Nascimento (Org.). Geodiversidade do estado do Maranhão. Teresina: CPRM, Programa Geologia do Brasil. Levantamento da Geodiversidade. p. 256, 2013.
BRUNO, Maria Cristina oliveira. Musealização da Arqueologia: um estudo de modelos para o Projeto Paranapanema. Tese (Doutorado). São Paulo: MAE/USP. 1995.
CANCLINI, Néstor Garcia. O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional. Revista do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. Brasília, n. 23, p. 95-115, 1994.
CORRÊA, Ângelo Alves. Pindorama de mboîa e îakaré: continuidade e mudança na trajetória das populações Tupi. Tese (Doutorado em Arqueologia) –Universidade de São Paulo, São Paulo: 462 f, 2014.
D’ABBEVILLE, Claude. História da missão dos padres capuchinhos na Ilha do Maranhão e circunvizinhanças. São Paulo: Siciliano, 2002.
DUARTE, Rafael. Metodologia de análise da qualidade de mapeamentos antigos. Estudo de caso: a cartografia produzida no estado de São Paulo na década de 1960. Dissertação (Mestrado) – Escola Politécnica de São Paulo. Departamento de Engenharia de Transportes – São Paulo, 2020. 234 p.
DUDAY, Henri. L’archéothanatologie ou l’archéologie de la mort (Archaeothanatology or the archaeology of death). Social archaeology of funerary remains, v. 52, p. 30-56, 2006.
FERNANDES, Florestan. A organização social dos Tupinambá. 2ª Edição Revista e Ampliada, São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1963.
FERNANDES, Florestan. A organização social dos Tupinambá. São Paulo: Editora Hucitec - UnB, 1989.
FERNANDES, Rosane Patrícia; BANDEIRA, Dione da Rocha. Potencialidades da musealização de sítios arqueológicos: caso da APA de Guaratuba–PR. Revista Museologia e Patrimônio, Unirio-MAST, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 77-94, 2014.
GEERTZ, Clifford. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. LTC, 1989.
LEMONNIER, Pierre. The Study of Material Culture Today: Toward an Anthropology of Technical Systems. Journal of Anthropological Archaeology, 5:147-186. 1986.
NIMUENDAJÚ, Curt. Mapa etno-histórico do Brasil e regiões adjacentes. Museu Nacional, Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 1944.
OLIVEIRA, Jorge Eremites de. Por uma Arqueologia socialmente engajada: Arqueologia Pública, Universidade Pública e Cidadania. In: FUNARI, Pedro Paulo; ORSER JR. Charles; SCHIAVETTO, Solange Nunes de Oliveira. Identidades, discurso e poder: Estudos da arqueologia contemporânea. São Paulo: Annablume, 2005. Cap. VIII, p. 117-134.
SBRANA, Darlan Rodrigo. A galha da figueira branca e o carvalho: alvorecer do Maranhão colonial a partir das representações a respeito dos chefes tupinambás (1603-1619). (Diss. Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em História Social – Mestrado da Universidade Federal do Maranhão: São Luís, 2017.
SCHEEL-YBERT, Rita. EGGERS, Sabine; WESOLOWSKI, Veronica; PETRONILHO, Cecília Carlucci; BOYADJIAN, Célia Helena; DEBLASIS, Paulo Antonio Dantas; BARBOSA-GUIMARÃES, Marcia; GASPAR, Maria Dulce. Novas perspectivas na reconstituição do modo de vida dos sambaquieiros: uma abordagem multidisciplinar. Revista de Arqueologia, v. 16, n. 1, p. 109-137, 2003.
SILVA, Fabiola Andréa, As tecnologias e seus significados. Um estudo da cerâmica dos Asuriní do Xingu e da cestaria dos Kayapo-Xikrin sob uma perspectiva etnoarqueologica. (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo, 2000.
SUGUIO, Kenitiro; MARTIN, Louis; FLEXOR, Jean-Marie. Paleoshorelines and the sambaquis of Brazil. In: JOHNSON, Lucille Lewis; STRIGHT, Melanie (Ed.). Paleoshorelines and Prehistory: an investigation of method. Boca Raton: CRC Press. p. 83-99, 1992.
WLAGE, Arqueologia. Relatório Parcial do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico na Área do Empreendimento Bambuzal – Sítio Chácara Rosane – Processo Iphan-MA nº. 01494.000180/2019-04. Coordenador: Welington Lage. São Luís, agosto de 2021. Disponível em:
Copyright (c) 2025 Fernanda Lopes Viana

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os Cadernos do LEPAARQ publicam artigos em português, espanhol, italiano, francês e inglês, sem cobrança de nenhum tipo de taxa em nenhum momento, respeitando a naturalidade e o estilo dos autores. As provas finais serão enviadas aos autores, para sua conferência antes da publicação. O Conselho Editorial não se responsabiliza por opiniões emitidas pelos autores dos trabalhos publicados. O periódico Cadernos do LEPAARQ oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento. Os textos publicados poderão ser depositados imediatamente pelos autores em suas páginas pessoais, redes sociais e repositórios de textos.Nesse sentido, o periódico não tem fins lucrativos, de modo que os direitos autorais dos artigos publicados pertencerão aos respectivos autores e estes não receberão nenhuma forma de remuneração. Dessa forma, ao enviar o artigo, o autor do mesmo estará automaticamente aceitando esta condição. A reimpressão, total ou parcial, dos trabalhos publicados deve ser apenas informada pelos seus respectivos autores ao conselho editorial do periódico. OBS. Cabe(m) ao(s) autor(es) as devidas autorizações de uso de imagens com direito autoral protegido (Lei nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998), que se realizará com o aceite no ato do preenchimento da ficha de inscrição via web.