Desobediência estético-narrativa no audiovisual
a velhice como estudo de caso da série Round 6
Resumo
A reflexão parte da construção imagética da aparente vulnerabilidade do personagem Jogador 001 da série sul-coreana Round 6 (Netflix, 2021), característica que o coloca num estágio “invisível” e que culmina em um plot twist (reviravolta) no final da série. A base teórica da discussão está na obra A solidão dos moribundos: seguido de Envelhecer e Morrer, de Norbert Elias (2001), mas também é utilizado um aporte teórico que auxilie a compreender o papel socialmente construído para os idosos (BERGER, LUCKMANN, 2004), por não se imaginar as possibilidades de atuação social do indivíduo envelhecido e nem sua capacidade de enxergar "o crime como uma bela arte" (DE QUINCEY, 1985). Ao trazer o tema da velhice, discute-se comportamentos sociais modernos, destacando a dificuldade geral com essa identificação etária.
Downloads
Referências
BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2004.
BOURDIEU, P. Capital simbólico e classes sociais. Tradução de Fernando Pinheiro. Novos estudos – CEBRAP, n. 96. São Paulo, jul. 2013.
BROOKS, Peter. The Melodramatic Imagination: Balzac, Henry James, Melodrama, and the Mode of Excess. New Haven/Londres: Yale University Press, 1995.
BURKE, Edmund. Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do sublime e do belo. Campinas: Papirus/Unicamp, 1993.
CRARY, J. 24/7: capitalismo tardio e os fins do sono. São Paulo: Ubu, 2016.
DEBERT, G. G. A reinvenção da velhice: socialização e processos de reprivatização do envelhecimento. São Paulo: Edusp, 2003.
DE QUINCEY, Thomas. Do assassinato como uma das belas artes. Trad. Henrique de Araújo Mesquita. Porto Alegre: L&PM, 1985.
ECO, Umberto. Sobre os espelhos e outros ensaios. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1989.
ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. São Paulo: Cia. Das Letras, 1997.
ELIAS, N. A Solidão dos Moribundos: seguido de Envelhecer e Morrer. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
FOUCAULT, M. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.
LESSING, G. E. Laocoonte. Ou sobre as fronteiras da poesia e da pintura. Introdução, tradução e notas de Márcio Seligmann-Silva. São Paulo: Iluminuras/Secretaria de Estado da Cultura, 1998.
LONGO, Angela; COSTA, Rafael Machado. Metodologia estética do videogame à animação: representação e simulação em Dragon Quest. Cult de Cultura: Revista Interdisciplinar sobre Arte Sequencial, Mídias e Cultura Pop, São Leopoldo, v. 1, n.1, p. 90-110, jul./2021.
FREITAS, Filipe Alves de. Video Game, Realidade Virtual e Experiência Estética. X SBGames - Salvador - BA, Novembro de 2011.
REIMÃO, Sandra. Literatura policial brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
SCHWARTZ, Vanessa. O espectador cinematográfico antes do aparato do cinema. In: CHARNEY, Leo; SCHWARTZ, Vanessa. O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
SICILIANO, Tatiana; HELICH, Tatiana; MORATELLI, Valmir. A solidão moribunda na velhice: uma leitura da série Clickbait a partir de Norbert Elias. Revista Stricto Sensu (UEPG), v.6, n.2, 2021.
SINGER, Ben. Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular. In: CHARNEY, Leo; SHWARTZ, Vanessa. O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
Copyright (c) 2022 Perspectivas Sociais

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do(a) autor(a), com direitos de primeira publicação para a revista. Os artigos são de uso gratuito em aplicações exclusivamente acadêmicas e educacionais e, portanto, não-comerciais.
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE E DE AUTORIA
Submetemos à aprovação da Revista Perspectivas Sociais, ISSN 2317-7438, o manuscrito "TITULO" e declaramos que o trabalho é inédito, original e está sendo enviado com exclusividade ao periódico.
Informamos que todos os procedimentos éticos devidos foram observados, não infringindo nenhum copyright ou nenhum outro tipo de direito de propriedade de outras pessoas e todas as citações no texto são fatos verdadeiros ou baseados em pesquisa.
Declaramos que cada autor/a contribuiu substancialmente para a elaboração do esboço, a revisão crítica e aprovou a versão final do manuscrito.
Concordamos em ser responsável por todos os aspectos do trabalho, garantindo à exatidão ou à integridade de qualquer parte da obra.
Declaramos que foram ou não foram utilizados recursos de inteligência artificial para a construção do texto. (CASO TENHA SIDO UTILIZADO ALGUM RECURSO DE IA, INFORMAR SE FOI PARA ESCRITA / MELHORAMENTO DO TEXTO, PRODUÇÃO, ANÁLISE OU GERAÇÃO DE DADOS).
Nome completo do/a autor/a:
Nome completo do/a autor/a:
Nome completo do/a autor/a:
Data: ___/____/____