Masculinidade hegemônica e velhice

a cristalização do velho homem

Palavras-chave: Velhice, Masculinidade, Violência

Resumo

A masculinidade hegemônica se erige no tronco do patriarcado, sendo o machismo o seu traço predominante. Nesse modelo de masculinidade, “ser homem” gravita fundamentalmente nos pilares da força e da virilidade, atributos que declinam com o tempo no intercurso do processo de envelhecimento. Com isso, a identidade do homem quando atinge a velhice é posta em xeque em razão das mudanças nas respostas sexuais por ocasião da disfunção erétil e, também, pela saída do mundo do trabalho em função da aposentadoria ou pela debilidade de saúde. Por conta disso, os homens idosos apresentam resistência na aceitação da velhice, uma vez que ela se apresenta como o decreto da invalidez masculina e inutilidade social. Este trabalho tem como objetivo discutir a produção dos sentidos de violência e de autoviolência por homens idosos que se recusam aceitar o envelhecimento em nome da validação masculina. A metodologia se nutre de uma abordagem interdisciplinar a partir de uma pesquisa de iniciação científica realizada no interior de uma cidade da Amazônia com homens idosos com poder aquisitivo de consumo. Depreendemos que a cristalização dos preceitos hegemônicos de masculinidade corrobora com a menor longevidade dos homens e com a potencialização de suas doenças físicas e psíquicas.

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Biografia do Autor

Alice Alves Menezes Ponce de Leão, Universidade Federal do Amazonas
Professora Adjunta do curso de Serviço Social da UFAM - Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia de Parintins.  Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Mestre em Serviço Social e Sustentabilidade na Amazônia (UFAM).
Mayane Ynêssa da Silva Monteiro, Universidade Federal do Amazonas

Graduanda em Serviço Social. Bolsista de Iniciação Científica.

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Publicado
2022-07-26
Como Citar
Ponce de Leão, A. A. M., & Monteiro, M. Y. da S. (2022). Masculinidade hegemônica e velhice: a cristalização do velho homem. Perspectivas Sociais, 8(01), 198-208. https://doi.org/10.15210/rps.v8i01.22608