Estrutura sindical e mundo do trabalho
alguns dilemas contemporâneos do sindicalismo brasileiro
Resumo
Este ensaio reúne reflexões preliminares sobre a relação entre a estrutura sindical brasileira e as mudanças no mundo do trabalho no atual momento histórico. O movimento sindcal no Brasil foi, a partir da década de 1930, organizado mediante interferência direta do Estado. Embora não tenha havido, salvo períodos específicos de nossa história recente, proibição para a atuação sindical, as organizações de trabalhadores têm sido fortemente tuteladas pelo aparato burocrático-legal que ainda se mantêm de pé. As transformações recentes no capitalismo, sobretudo nas últimas quatro décadas, alteraram a cena político-social e trouxeram reflexos dramáticos para a realidade do trabalho: aumento da informalidade, crescimento nos índices de desemprego, permanência da histórica desigualdade salarial entre homens e mulheres, baixa remuneração. Essas mudanças trouxeram maior complexidade para o atual momento histórico, colocando o sindicalismo brasileiro, com sua atuação historicamente limitada pelo Estado e reduzida inserção nos locais de trabalho, numa encruzilhada de difícil resolução.Downloads
Referências
ALVES, Giovanni. O novo (e precário) mundo do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, 2000.
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003.
ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, v.25, n.87, p. 335-356, 2004.
ARAÚJO, Ângela. Estado e trabalhadores. In: ARAÚJO, Ângela. (Org.). Do corporativismo ao neoliberalismo: Estado e trabalhadores no Brasil e na Inglaterra. Rio de Janeiro: Boitempo Editorial, 2002.
BOITO JR., Armando. O Sindicalismo de Estado no Brasil. In: BOITO JR., Armando. O Sindicalismo na Política Brasileira. Campinas: Editora do IFCH/Unicamp, 2005.
BOITO JR., Armando. Neoliberalismo e corporativismo de estado no Brasil. In: ARAÚJO, Ângela (Org.). Do corporativismo ao neoliberalismo: Estado e trabalhadores no Brasil e na Inglaterra. Rio de Janeiro: Boitempo Editorial, 2002.
BRIDI, Maria Aparecida da Cruz. Sindicalismo e trabalho em transição e o redimensionamento da crise sindical. Dissertação de Mestrado. Curitiba: PPGSOCIO/SCHLA/UFPR, 2005.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
CHESNAIS, François. A mundialização do capital. São Paulo: Editora Xamã, 1995.
DEL BONO, Andrea. Telefónica: trabajo degradado em la era de la información. Madrid: Miño y Dávila editores, 2002.
DIEESE. Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Editora Loyola, 1984.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
KREIN, José Dari; GONÇALVES, José Ricardo Barbosa. O impacto das mudanças tecnológicas do setor terciário sobre as relações de trabalho no Brasil, na década de 90. Anais do XXIX Encontro Nacional da ANPOCS.Caxambu, 2005.
LARANGEIRA, Sônia M. G. Reestruturação no setor de telecomunicações: aspectos da realidade internacional. Revista latinoamericana de estudios del trabajo: Relações industriais, análises comparativas, Ano 4, no. 8, p. 159-178, 1998.
LEITE, Márcia de Paula. Trabalho e sociedade em transformação: mudanças produtivas e atores sociais. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
OIT. Perfil do trabalho decente no brasil. Brasília/Genebra: Organização Internacional do Trabalho, 2009.
PICCININI, Valmira et al. (Orgs.) O mosaico do trabalho na sociedade contemporânea: persistências e inovações. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006.
RAIS. Relação Anual de Informações Sociais.
RUDUIT, Sandro. Relações interfirmas e emprego: estudo de uma rede de empresas em telecomunicações. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre: PPGS/IFCH/UFRGS, 2001.
WALTER, Jorge; GONZÁLEZ, Cecília (Orgs.). La privatizacion de las telecomunicaciones en America Latina: empresas y sindicatos ante los desafios de la reestructuracion. Buenos Aires: Editora da UBA, 1998.
Copyright (c) 2011 Perspectivas Sociais

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do(a) autor(a), com direitos de primeira publicação para a revista. Os artigos são de uso gratuito em aplicações exclusivamente acadêmicas e educacionais e, portanto, não-comerciais.
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE E DE AUTORIA
Submetemos à aprovação da Revista Perspectivas Sociais, ISSN 2317-7438, o manuscrito "TITULO" e declaramos que o trabalho é inédito, original e está sendo enviado com exclusividade ao periódico.
Informamos que todos os procedimentos éticos devidos foram observados, não infringindo nenhum copyright ou nenhum outro tipo de direito de propriedade de outras pessoas e todas as citações no texto são fatos verdadeiros ou baseados em pesquisa.
Declaramos que cada autor/a contribuiu substancialmente para a elaboração do esboço, a revisão crítica e aprovou a versão final do manuscrito.
Concordamos em ser responsável por todos os aspectos do trabalho, garantindo à exatidão ou à integridade de qualquer parte da obra.
Declaramos que foram ou não foram utilizados recursos de inteligência artificial para a construção do texto. (CASO TENHA SIDO UTILIZADO ALGUM RECURSO DE IA, INFORMAR SE FOI PARA ESCRITA / MELHORAMENTO DO TEXTO, PRODUÇÃO, ANÁLISE OU GERAÇÃO DE DADOS).
Nome completo do/a autor/a:
Nome completo do/a autor/a:
Nome completo do/a autor/a:
Data: ___/____/____