Representatividade, Capacitação e Burocracia

A Percepção dos Conselheiros sobre a Efetividade da Participação Social nas Políticas Públicas

Palavras-chave: Conselho, Políticas Públicas, Sistema Único de Saúde, Assistência Social

Resumo

A participação e controle social são elementos previstos na Constituição Federal, por meio deles são expressos os conflitos e correlações de forças existentes em relação aos projetos e agentes em disputa. Este estudo teve como objetivo descrever as percepções da participação social na formulação das Políticas Públicas de Saúde e de Assistência Social em um município de pequeno porte na região Sul do Espírito Santo. Foi adotada uma abordagem qualitativa de cunho exploratório, por meio de entrevistas individuais com oito conselheiros, aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa. Estas entrevistas procuraram apreender como os conselheiros compreendem suas atribuições, verificando quais estratégias utilizam para representar suas bases, assim como o que pensam a respeito de seu papel social. As entrevistas foram gravadas, transcritas e analisadas por meio de categorias extraídas a posteriori. Como resultado, observamos que conselheiros compreendem as ações do conselho como representação social ao mesmo tempo que sinalizam que o esvaziamento social é um dos maiores desafios de sua aplicação. Os entrevistados também acreditam que a escolha dos representantes decorre de tentativas de se evitar tensionamentos, minimizando, dessa forma os conflitos e resistências de distintos projetos. Conclui-se que as fragilidades da participação representam desafios à efetividade das Políticas Públicas.

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Biografia do Autor

Érika Lopes Faria, Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória

Graduada em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá (2005). Mestra em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória Emescam (2020). É conselheira atuante dos conselhos municipais de: Saúde, Assistência Social, e Conselheira Estadual do Conselho Estadual de Direitos de Crianças e Adolescentes do Estado do Espírito Santo. É conselheira presidenta dos Conselhos de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mimoso do Sul.

Jussara de Azevedo Pereira, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em saúde pela Renorbio, Universidade Federal do Espírito Santo. Enfermeira graduada pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória - EMESCAM (2024). Foi integrante do Laboratório de Escrita Científica da EMESCAM.

Tassiane Cristina Morais, Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória

Doutora em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Mestrado em Imunologia e Parasitologia básicas e aplicadas da Universidade Federal de Mato Grosso. Pós-doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Professora pesquisadora permanente do programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória EMESCAM.

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Publicado
2026-02-03
Como Citar
Faria, Érika L., Pereira, J. de A., & Morais, T. C. (2026). Representatividade, Capacitação e Burocracia: A Percepção dos Conselheiros sobre a Efetividade da Participação Social nas Políticas Públicas. Perspectivas Sociais, 12(01), e1129370. Recuperado de https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/percsoc/article/view/29370