Povoados do Município Sitio Novo do Tocantins
agricultores empobrecidos no arranjo do desenvolvimento capitalista do Bico do Papagaio
Resumo
O artigo discute a formação social dos povoados situados em Sítio Novo do Tocantins, na região do Bico do Papagaio, analisando-os como espaços marcados pela pobreza e pela precarização decorrentes do processo de desenvolvimento capitalista de fronteira no antigo norte de Goiás. O objetivo é demonstrar como a constituição desses povoados são determinadas pelas dinâmicas econômicas e políticas impostas pela expansão do capital na Amazônia. Orientado pelo referencial teórico-metodológico crítico-dialético de base materialista, amplamente utilizado nas pesquisas do Serviço Social, o estudo adota uma abordagem qualitativa, com procedimentos bibliográficos e documentais, apoiada pela observação participante e realizado com análise dos dados apresentados e abstraídos nas leituras das referências bibliográficas. A estrutura do texto organiza-se em duas partes articuladas. A primeira examina as raízes socio-históricas e político-econômicas da constituição dos povoados e de outras comunidades tradicionais, compreendendo-as como expressão do processo de ocupação da Amazônia enquanto fronteira do capital. A segunda parte analisa a formação específica dos povoados da Amazônia Oriental, na região do Bico do Papagaio que abrange o Sul do Pará e Maranhão, e o Norte do Tocantins que se destaca como área de expansão econômica e demográfica. Conclui-se que os povoados constituem lugares sociogeográficos de exploração da força de trabalho camponesa, fundamental para a produção de mercadorias e a acumulação capitalista nos empreendimentos rurais.
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