Arquiteturas do progresso: Manaus, a Belle Époque e o projeto urbano republicano na Amazônia

  • Janderson Gustavo Soares de Almeida UNESA
  • Clodoaldo Matias da Silva UFAM
  • Maria das Graças Maciel de Oliveira UNINORTE
  • Denison Melo de Aguiar UEA

Resumo

A pesquisa analisa as arquiteturas simbólicas e materiais da cidade de Manaus durante a Belle Époque, compreendendo-as como expressão concreta das contradições entre modernidade e marginalidade no contexto republicano amazônico. O estudo tem como objetivo interpretar como o projeto urbano do período articula progresso, memória e exclusão, revelando o urbano como campo de poder, representação e disputa. A investigação adota abordagem qualitativa, de natureza histórico-interpretativa, fundamentada em análise bibliográfica e hermenêutica das práticas urbanas e de seus vestígios materiais e simbólicos. A metodologia privilegia a leitura crítica de fontes históricas, registros arquitetônicos e narrativas memorialísticas, observando como o discurso da civilização se traduziu em políticas de visibilidade e apagamento. Os resultados indicam que as arquiteturas do progresso, longe de consolidarem uma modernidade plena, instituem um imaginário urbano fragmentado, no qual luxo e ruína coexistem como faces complementares da experiência amazônica. Conclui-se que o espaço manauara é mais que cenário: é um organismo de memória, cuja materialidade traduz tanto o desejo de pertencimento quanto as marcas de exclusão que o sustentam.

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Biografia do Autor

Janderson Gustavo Soares de Almeida, UNESA

Doutorando em Educação e Cultura – UNESA. Mestre em Educação – UNESA. Especialista em Docência do Ensino Superior - Uniasselvi, Licenciado em História, Pedagogia e Ciências Sociais - Uniasselvi. E-mail: janderson.almeida@semed.manaus.am.gov.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7072-8561.

Clodoaldo Matias da Silva, UFAM

Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Especialista em Ensino de Filosofia, Sociologia e História; Neuropsicopedagogia e Psicanalise Clínica; Psicanálise, Psicoterapia e Psicopatologia do Adolescente; e, Cultura Indígena e Afro-brasileira pela Faculdade do Leste Mineiro - FACULESTE. Graduado em Geografia pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. Membro do Núcleo de Produção Cientifica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Assistente da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. E-mail: cms.1978@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Maria das Graças Maciel de Oliveira, UNINORTE

Mestre em Educação pela Universidade Postegrado UniNorte, Assunção - Paraguai. Licenciada em Pedagogia em Pedagogia pela Nilton Lins. Especialista em gestão de currículos e desenvolvimentos em práticas pedagógicas pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA. E-mail: educadoragracamaciel@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-1529-9950.

Denison Melo de Aguiar, UEA

Pós-doutorando em Direito pela UniSalento (Itália-2024). Doutor em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGD/ UFMG). Mestre em Direito Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (PPGDA/ UEA). Graduado em Direito pela Universidade da Amazônia (UNAMA/PA). Membro do Núcleo de Produção Cientifica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Chefe da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. E-mail: denisonaguiarx@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5903-4203.

Publicado
2026-08-29
Como Citar
Soares de Almeida, J. G., Silva, C., Maciel de Oliveira, M. das G., & de Aguiar, D. (2026). Arquiteturas do progresso: Manaus, a Belle Époque e o projeto urbano republicano na Amazônia. História Em Revista, 31(2), 182-198. https://doi.org/10.15210/hr.v31i2.30455