Da formação Coimbra à coordenação imperial: elites, províncias e unidade territorial no Brasil oitocentista em perspectiva ibero-americana

Resumo

O artigo revisita a hipótese de José Murilo de Carvalho sobre Coimbra, elite imperial e unidade territorial brasileira. Argumenta-se que a formação jurídico-burocrática da elite foi decisiva, mas insuficiente como causa autônoma. A unidade brasileira resultou de uma coordenação imperial que combinou Corte, dinastia, burocracia, províncias, coerção, fiscalidade, escravidão e memória política. Em vez de opor uma elite brasileira homogênea a uma América espanhola fragmentária, o texto compara modos distintos de administrar a crise da soberania nos impérios ibéricos. A contribuição consiste em deslocar a tese coimbrã para uma explicação configuracional, na qual a unidade aparece como conquista conservadora, não como destino nacional.

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Biografia do Autor

Thiago Perez Bernardes de Moraes, Centro Universitário Campos de Andrade

Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade), Curitiba, Paraná, Brasil. Professor Titular. Doutor e Pós-Doutor em Psicologia Social pela Universidad Argentina John Fitzgerald Kennedy; Pós-Doutor em Direito Constitucional pela Università degli Studi di Messina. Membro ativo de diversas associações acadêmicas, incluindo a World Economics Association (WEA), a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL) e o Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI). Além disso, é membro titular da Academia Luso-Brasileira de Letras do Rio Grande do Sul.

Publicado
2026-08-29
Como Citar
Perez Bernardes de Moraes, T. (2026). Da formação Coimbra à coordenação imperial: elites, províncias e unidade territorial no Brasil oitocentista em perspectiva ibero-americana. História Em Revista, 31(2), 145-167. https://doi.org/10.15210/hr.v31i2.31778