Da formação Coimbra à coordenação imperial: elites, províncias e unidade territorial no Brasil oitocentista em perspectiva ibero-americana
Resumo
O artigo revisita a hipótese de José Murilo de Carvalho sobre Coimbra, elite imperial e unidade territorial brasileira. Argumenta-se que a formação jurídico-burocrática da elite foi decisiva, mas insuficiente como causa autônoma. A unidade brasileira resultou de uma coordenação imperial que combinou Corte, dinastia, burocracia, províncias, coerção, fiscalidade, escravidão e memória política. Em vez de opor uma elite brasileira homogênea a uma América espanhola fragmentária, o texto compara modos distintos de administrar a crise da soberania nos impérios ibéricos. A contribuição consiste em deslocar a tese coimbrã para uma explicação configuracional, na qual a unidade aparece como conquista conservadora, não como destino nacional.
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