A Representação da Modernidade na Poesia de Fernando Pessoa Ortônimo
Resumo
A modernidade, marcada por crises e instabilidades identitárias, impactou profundamente a literatura do século XX. Nesse cenário, a poesia ortônima de Fernando Pessoa reflete as tensões do sujeito moderno. Este artigo analisa como os poemas “Autopsicografia” e “Não sei quantas almas tenho” expressam o fingimento poético e a fragmentação do eu como sintomas da crise de identidade moderna. Fundamentado em Hall (2006), Berman (1986) e Moisés (2008), o estudo evidencia que Pessoa transforma a linguagem poética em instrumento simbólico para representar as incertezas de seu tempo. Conclui-se que sua poesia oferece uma leitura crítica e atualizada sobre os dilemas do eu na modernidade, contribuindo para o debate literário e cultural contemporâneo.
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Referências
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