LAGOAS COSTEIRAS:PATRIMÔNIO AMBIENTAL DO RIO GRANDE DO SUL

Rosane Lanzer

Resumo


RESUMO: Lagos e lagunas costeiras estão distribuídos nos diversos continentes. A Planície Costeira do Rio Grande do Sul possui um sistema de lagoas que teve origem nos processos de transgressão e regressão marinha durante o Pleistoceno e Holoceno. A gênese destes corpos de água tem um importante papel na sua caracterização ecológica e biodiversidade. Para efeito de estudo, o litoral rio-grandense pode ser dividido em três áreas que se distinguem, especialmente, quanto ao seu uso e impacto antrópico: litoral norte, de Torres a Quintão, se caracteriza pela concentração de veranistas; no litoral médio, até a Lagoa do Peixe e litoral sul, ao sul da barra da Lagoa dos Patos, há predomínio de atividades agrícola e pastoril, com uso da águas para irrigação. As Unidades de Conservação existentes na costa não contribuem com a preservação destes ecossistemas. O mau uso das lagoas tem contribuído para sua eutrofização, destruindo a biodiversidade, ainda pouco conhecida, e acelerando o processo de envelhecimento natural. ABSTRACT: Lakes and coastal lagoons are distributed in the several continents. The Coastal Plain of Rio Grande do Sul has a system of coastal lake that was shaped by Pleistocene and Holocene transgression and regression phases. The origin of these lakes has an important role to the biodiversity and ecological conditions. The coastal of Rio Grande do Sul, in this study, can be divided into three distinguished areas , specially about their use and antropic impacts: north coast, from Torres to Quintão, has a great concentration of tourists; medium coast until the Lagoa do Peixe and south coast has more agricultural and cattle raising activities, with water use to irrigation. The protected areas in the Coastal Plain doesn’t improve the preservation of these ecosystems. The incorrect use of the lakes has initiated the reduction of the biodiversity, and accelerated the eutrophication and lake ontogeny greatly.

Palavras-chave


Lagoas costeiras, patrimônio ambiental, turismo, sul do Brasil

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DOI: http://dx.doi.org/10.15210/lepaarq.v2i3.1045

 
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