Palavra-Flecha: oralidade, memória e resistência indígena na Amazônia

Resumo

Resumo: Este artigo propõe uma reflexão sobre a força da oralidade na literatura indígena contemporânea, compreendendo-a como instrumento de resistência política, epistemológica e cultural frente ao apagamento histórico imposto aos povos originários, com ênfase no contexto amazônico. Parte-se do entendimento de que a oralidade constitui uma tecnologia ancestral de transmissão de conhecimento, memória e cosmologias, cuja permanência e reelaboração desafiam modelos hegemônicos de produção do saber. A proposta, que possui metodologia de caráter qualitativo, parte de uma análise bibliográfica voltada às produções teóricas e literárias indígenas contemporâneas, com ênfase em obras publicadas entre as décadas de 1990 e 2020. O corpus contempla autoras e autores como Graça Graúna, Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Márcia Kambeba e Olívio Jekupé, cujas publicações em livros, periódicos científicos e ensaios acadêmicos configuram um movimento de afirmação da autoria indígena e de revalorização da oralidade como fundamento epistemológico e estético. Assim, busca-se evidenciar, mesmo que de forma inicial, de que modo a oralidade, ao ser reinscrita na produção escrita contemporânea, tensiona o conceito ocidental de literatura e reafirma a centralidade da palavra como prática de continuidade histórica e afirmação identitária dos povos indígenas.

Palavras-chave: Oralidade, Literatura Indígena, Amazônia, Epistemologia.

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Biografia do Autor

Marina Geiger dos Santos Pimenta , Universidade de São Paulo (USP)

Possui graduação em Comunicação Social - Produção Editorial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(2018).

Publicado
2026-01-20