O falante nativo de inglês versus o falante não-nativo: representações e percepções em uma sala de aula de inglês

  • Carla Janaina Figueredo Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: Falante nativo, falante não-nativo, sala de aula de inglês como L2/LE

Resumo

Este estudo pretende refletir sobre algumas representações em torno do falante nativo de inglês e do falante não-nativo para que, dessa forma, possamos compreender as práticas discursivas de um professor de inglês e seus alunos, as quais são reveladoras de suas percepções acerca dessa dicotomia. Com base nas diretrizes da pesquisa de cunho etnográfico, observamos que três aprendizes se revelaram conscientes de sua legitimidade como falantes de inglês. No entanto, ainda é possível evidenciar entre os membros da sala de aula investigada a percepção de que o falante nativo de inglês é superior ao não-nativo. Nesse sentido, as práticas discursivas de professor e alunos nos apontam para a urgência de discussões que problematizem essa dicotomia no contexto da sala de aula de inglês como L2/LE a fim de esclarecer quem de fato é possuidor da língua inglesa.

Biografia do Autor

Carla Janaina Figueredo, Universidade Federal de Goiás
Carla Janaina Figueredo é doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás e professora do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras desta mesma instituição. Possui trabalhos publicados no campo da Linguística Aplicada e sua linha principal de pesquisa é o processo ensino-aprendizagem de inglês como língua-cultura estrangeira. Seus estudos tem se fundamentado em teorias que contemplam a importância da interação e do diálogo (pensamentos vygotskiano e bakhtiniano) no desenvolvimento não só de competências linguística e comunicativa, como, também, de uma competência intercultural no contexto da sala de aula de inglês como L2/LE.
Publicado
2019-03-13
Como Citar
Figueredo, C. J. (2019). O falante nativo de inglês versus o falante não-nativo: representações e percepções em uma sala de aula de inglês. Revista Linguagem & Ensino, 14(1), 67-92. https://doi.org/10.15210/rle.v14i1.15382