Os PALOP Frente à Atual Crise Sistêmica: Entre a Resiliência, as Vulnerabilidades e as Potencialidades

Resumo

Resumo: O artigo examina os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) no contexto dos 50 anos de suas independências (1973-1975), analisando suas trajetórias históricas, vulnerabilidades e potencialidades.
Cada país seguiu um caminho distinto após a independência: Angola e Moçambique enfrentaram guerras civis prolongadas, enquanto Cabo Verde consolidou uma democracia estável. Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe lidaram com instabilidade política e golpes. No período pós-Guerra Fria, os PALOP implementaram reformas políticas e econômicas, como multipartidarismo e ajustes estruturais, com resultados variados. Cabo Verde destacou-se pelo desenvolvimento e parcerias internacionais, enquanto Angola emergiu como potência regional devido a recursos como petróleo e diamantes. Moçambique enfrenta conflitos armados, como em Cabo Delgado, e desafios de desigualdade. A Guiné-Bissau permanece instável, e São Tomé e Príncipe aguarda a exploração de reservas de petróleo. As vulnerabilidades incluem fragilidade institucional, corrupção e desigualdade social. Como potencialidades, destacam-se posições geográficas estratégicas, recursos naturais, diplomacia multilateral (CPLP, UA) e soft power cultural. O artigo conclui que, apesar dos desafios, os PALOP demonstram resiliência e oportunidades para um futuro promissor, reforçando seu papel no sistema internacional.

Palavras-chave: Angola; Brasil; Independência; Relações Bilaterais; Pragmatismo Político.

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Biografia do Autor

Kamilla Raquel Rizzi, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)

Professora Associada III de Relações Internacionais da Universidade Federal do Pampa/UNIPAMPA. Professora do corpo permanente do Mestrado em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (PPGRI/UFSM). Pós-doutorado em Relações Internacionais na Universidade Federal de Santa Catarina (PPGRI/UFSC). Doutora em Ciência Política, Mestre em Relações Internacionais e Licenciada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/ UFRGS. Atua como professora convidada no Posgrado en Estudios Internacionales ofertado pela Universidad de la Republica (UDELAR/Uruguai). É pesquisadora do GeÁFRICA/UNIPAMPA e pesquisadora associada do Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA), do Núcleo de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT/UFRGS), e do Grupo de Estudos em Capacidade Estatal, Segurança e Defesa (GECAP/UFSM).

Publicado
2026-01-21