Segurança Climática e a Defesa Nacional: A Política de Defesa da Amazônia e o Papel das Forças Armadas na Proteção Socioambiental

Climate Security and National Defense: The Amazon Defense Policy and the Role of the Armed Forces in Socio-environmental Protection

Resumo

Resumo: Este trabalho analisa a relação entre segurança climática e defesa nacional, com foco na política de defesa da Amazônia e no papel das Forças Armadas na região. A pesquisa investiga a legitimidade da militarização como estratégia de proteção socioambiental e sua reconfiguração diante das transformações políticas e ambientais recentes. Adota-se uma abordagem qualitativa, baseada em análise documental e revisão bibliográfica, com ênfase nas operações militares conduzidas no território amazônico. O recorte temporal compreende os governos Bolsonaro (2019-2022) e Lula (2023-presente), permitindo comparar a cooperação entre as Forças Armadas e órgãos civis, como Ibama e Funai, na fiscalização ambiental e na gestão territorial. O estudo examina diretrizes operacionais, normativas e relatórios institucionais para identificar padrões, desafios e impactos dessa colaboração. A crescente securitização das políticas ambientais e a posição estratégica da Amazônia no cenário internacional tornam essa análise essencial. Historicamente, a defesa do território amazônico ampliou as atribuições militares além de seu escopo convencional, frequentemente sem coordenação eficaz com instituições civis e comunidades locais. Esse modelo reforça dinâmicas de controle e exclusão, dificultando abordagens integradas de governança ambiental. Diante desse quadro, o estudo discute alternativas para redefinir a atuação das Forças Armadas, destacando a necessidade de cooperação interinstitucional e de mecanismos que garantam a proteção da Amazônia sem comprometer a autonomia e os direitos das populações locais.

Palavras-chave: Amazônia; Segurança Climática; Defesa Nacional; Militarização; Proteção Socioambiental.

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Biografia do Autor

Júlia Machado Monteiro, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Graduanda em Relações Internacionais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), instituição na qual tem desenvolvido pesquisa em diferentes áreas das ciências humanas. Nos campos de história, é aluna de iniciação científica vinculada ao Laboratório de História da Política Internacional Sul-Americana (LAHPIS), no qual desenvolve pesquisa sobre política externa brasileira e história sul-americana. Se interessa também pelas temáticas de autoritarismos latino-americanos, sobre as quais apresentou dois trabalhos no Encontro Latino-Americano de Direito, Sociedade e Cultura (ELADISC). 

Maria Eduarda Magalhães Feijó de Moura , Universidade Federal Fluminense (UFF)

Possui graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal Fluminense(2025). Atualmente é Membro de corpo editorial do O Cosmopolítico e Revisor de periódico do O Cosmopolítico. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Política Internacional.

Caio Gabriel Garcia, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Possui Ensino-Médio pelo Sistema Elite de Ensino S.A(2020). Atualmente é estagiário do Instituto Brasileiro de Administração Municipal.

Publicado
2026-01-20